Junho: A transformação do perdão

O mês de junho nos oferece momentos-chave para nos aproximarmos dos entes queridos e das pessoas que precisam da cura do perdão. Descubra no artigo a seguir como abordar nossa vez de colocar isso em prática.


“Eu, eu mesmo, sou aquele que apaga as suas transgressões por amor de mim, e não me lembrarei dos seus pecados.” Isaías 43:25

É um fato: temos dificuldade em perdoar e, mais difícil ainda, em esquecer. Às vezes, passam-se anos e continuamos a nutrir sentimentos de ressentimento e ódio contra aqueles que nos magoaram, sem perceber que esses sentimentos negativos nos impedem de avançar em nossa jornada rumo ao Senhor. Mesmo que a mágoa seja profunda, Deus quer que perdoemos.

Por que é tão difícil perdoar? Para perdoar, precisamos primeiro nos livrar do orgulho. O orgulho é um dos maiores obstáculos ao perdão. Enquanto houver orgulho em nós, não poderemos perdoar. É importante entender que o orgulho não nasce no coração espiritual, mas em um coração que não entendeu a perfeita vontade de Deus.

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“E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas”. Marcos 11:25

A vontade de Deus é que perdoemos aqueles que nos ofenderam, aqueles que, de uma forma ou de outra, marcaram negativamente nossa vida, porque o perdão é uma chave que abre a porta para a paz, aquela paz que desejamos sentir em nosso coração e que nos aproxima ainda mais de nosso Senhor.

O ato de perdoar nos liberta de sentimentos de ódio e de outros sentimentos negativos que nos impedem de crescer. Ao perdoar, somos libertados desses sentimentos e experimentamos alegria em nosso espírito. Quando perdoamos os outros, Deus nos perdoa.

Para perdoar, precisamos primeiro perceber e lembrar quem foi o agressor e por quê. Em seguida, devemos buscar conselhos sábios, discutir e analisar a situação com uma pessoa de confiança, objetiva e que nos ouça. Essa reflexão nos ajuda a entender o motivo do dano causado.

Sentir compaixão ou misericórdia em relação ao nosso agressor nos permite vê-lo como um ser humano, tentando entender o que o motivou a causar o dano. Devemos ser humildes, removendo o orgulho que age como uma barreira antes de ceder ao perdão. O mais importante é permitir que Jesus aja em nossa vida com total liberdade e deixar que Ele guie nossa vida.


“Nele temos a redenção pelo seu sangue, o perdão dos nossos pecados, segundo as riquezas da sua graça.” Efésios 1:7

Quando temos amargura em nosso coração e não conseguimos extravasá-la facilmente, a melhor solução é falar com Deus por meio da oração. Não há melhor maneira de nos entregarmos ao amor, à fé e à esperança. É um trabalho que só pode ser feito com tempo, perseverança e muito amor a Deus.

Temos a capacidade de amar, e assim como tivemos a capacidade de guardar rancor e não nos permitir perdoar, devemos usar o amor que Deus nos pede para sair dos momentos mais difíceis de nossa vida.

Portanto, irmãos e irmãs, é hora de refletir: vamos rever nossos relacionamentos com os outros e fazer um esforço para viver em harmonia com todos e em todos os lugares. Dessa forma, garantiremos o perdão de nossos pecados e viveremos em paz.


“Portanto, não tenha medo, pois estou com você; não fique desanimado, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o sustentarei com a minha mão direita vitoriosa.” Isaías 41:10

Lembremo-nos de que, embora o perdão possa ser difícil, é por meio dele que encontramos a verdadeira liberdade e paz em Cristo. Deus nos mostrou o caminho e nos deu o exemplo de amor e perdão por meio de Jesus. Sigamos seu exemplo, deixando de lado a amargura e abraçando o perdão, para que possamos viver plenamente no amor e na graça de nosso Senhor.





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